
Art. 5º, Constituição Federal de 1888:
VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
Santana de Parnaíba completou em 2025, 445 anos. Desde sua formação – que foi marcada pela fusão das matrizes indígena, africana e europeia – a fé caminhou lado a lado com a vida material de seus habitantes. Existe até mesmo a lenda que Suzana Dias, fundadora do povoado, teria tido uma visão de Santa Ana, a avó de Cristo, pedindo-lhe a construção de uma capela em sua devoção. É fato que o catolicismo esteve presente no ato fundador da cidade; porém, negar a presença da pajelança indígena, dos ritos bantus de matriz africana e, na contemporaneidade, do protestantismo e do kardecismo, seria ignorar a complexa diversidade religiosa que compõe a memória parnaibana.
Reconhecendo essa diversidade, o CEMIC – Centro de Memória e Integração Cultural, por meio do Núcleo Santana de Parnaíba do Museu da Pessoa, apresenta a exposição virtual Memórias de Fé: Religiosidade Parnaibana. Nela, seis líderes religiosos foram convidados a compartilhar suas histórias de vida, suas trajetórias espirituais e a forma como suas igrejas, centros e terreiros atuam no cuidado de vidas parnaibanas.
Prefeito Municipal Elvis Leonardo Cézar
Secretário de Cultura e Turismo Valmir Baptista Dantas
Coordenação Vivian de Cássia da Silva
Produção Jhonatan Rosário / Vitória Piola
Apoio textual Daniel Martins