Na Multigaleria do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
15 de outubro a 19 de dezembro - 2026
Quarta a sábado, das 10h às 18h, com acesso até às 17h30;
aos domingos e feriados, das 11h às 19h, com acesso até às 18h30
R. Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema, Fortaleza – CE
Entrada gratuita
De 15 de outubro
a 19 de dezembro - 2026

Histórias de vida transformadas em versos, personagens reais que ganham novas formas de narrativa e memórias que atravessam diferentes territórios. É essa experiência que a exposição Vidas em Cordel, do Museu da Pessoa, leva ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza.
Em itinerância por diversos estados brasileiros desde julho de 2023, a mostra chega ao Ceará como parte de um percurso que aproxima histórias de vida, literatura de cordel e cultura popular de diferentes públicos e territórios. Em Fortaleza, a exposição será aberta no dia 15 de outubro, às 19h, na Multigaleria, e permanece em cartaz até 19 de dezembro.
A exposição apresenta histórias de pessoas reais por meio da linguagem do cordel, aproximando memória, literatura e cultura popular produzidas pelos cordelistas Paulo de Tarso, Ivonete Morais, Marco Haurélio, Klévisson Viana e Manoel Inácio do Nascimento. Ao transformar trajetórias pessoais em versos, Vidas em Cordel convida o público a conhecer diferentes experiências de vida e refletir sobre as muitas formas de contar, preservar e compartilhar uma história.
Entre as histórias que integram a exposição está a de Geraldo Amâncio, escritor, poeta e repentista cearense, nascido em Cedro (CE). Também está presente Mestre Júlio Santos, referência da fotopintura no Ceará. A exposição reúne ainda a história de Maria da Penha, cuja sua trajetória se tornou símbolo da luta pelo enfrentamento à violência contra as mulheres, e de Ivânia Maria Alencar, agricultora do semiárido cearense e educadora popular, engajada nas lutas sociais do campo e da cidade. Além dessas, outras 29 histórias de vida estão disponíveis em cordel na exposição, como Ailton Krenak, Paulo Freire e Di Melo, entre outros.
As xilogravuras são assinadas por Lucélia Borges, Luciana Costa, Cosmo e Maercio Lopes. A proposta parte de um dos princípios que orientam o trabalho do Museu da Pessoa: toda pessoa tem uma história importante para contar. Ao longo de sua trajetória, o museu construiu um acervo com milhares de histórias de vida, registradas por meio de entrevistas e diferentes projetos de memória.