Que a música dela brotava
Com muita facilidade,
O samba de roda tinha
Em Dalva continuidade.
A avó a pôs pra cantar,
Que responsabilidade!
A menina sem dinheiro
Pra brinquedo, pra peteca,
Pra pipa, pião, casinha,
Violão, tambor, rabeca,
Pegava espiga de milho
Pra fazer sua boneca.
E ali um mundo inteiro
Ela mesmo imaginava;
Tinha até enterro delas, Outra hora uma casava.
Criava bonito samba
Em que a boneca cantava.